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Vantagens e cuidados do sistema de fechamento com estrutura metálica

Muito usado em varandas envidraçadas, o modelo exige um projeto elaborado por profissional habilitado a fim de evitar acidentes

A estrutura metálica com vidro é uma forma mais rápida de fazer o fechamento ou a cobertura de sacadas, varandas, gazebos, marquises, jardins e áreas de lazer. Além da praticidade do sistema, ele também é mais leve visualmente e permite maior entrada de luz do que uma construção de alvenaria ou outros materiais.

“A cobertura metálica é a melhor opção quando precisamos de uma obra mais rápida e limpa. Ela consegue suportar uma carga maior com uma estrutura mais enxuta, comparando com a estrutura de concreto”, comenta a arquiteta Andréia Marchionno.

Antes de optar pelo sistema para estender a área coberta de sua residência, no entanto, vale ficar atento a alguns pontos importantes. O primeiro deles é a elaboração de um projeto feito por um profissional habilitado.

O apartamento de 24 m² em São Paulo ficou maior com a varanda integrada por fechamento de vidro e estrutura metálica. Projeto do escritório Pro.a Arquitetos — Foto: Gisele Rampazzo / Divulgação
O apartamento de 24 m² em São Paulo ficou maior com a varanda integrada por fechamento de vidro e estrutura metálica. Projeto do escritório Pro.a Arquitetos — Foto: Gisele Rampazzo / Divulgação

“É preciso que um engenheiro civil elabore um projeto com cálculo estrutural, dimensionamento de calhas e locais de escoamento de águas pluviais para garantir uma ótima vedação e a melhor estética para todos os ambientes”, fala Rodrigo Belarmino, CEO da Solid Systems, empresa especialista em sistemas de envidraçamento de sacadas e coberturas metálicas.

Outra questão é verificar se a empresa escolhida está habilitada a realizar o serviço. Segundo a Lei Federal n.º 5.194/66 e a Resolução n.º 336/89 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), quem presta ou executa serviços e obras ligadas à área de engenharia deve estar registrada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do seu estado.

Além disso, as estruturas metálicas devem seguir a NBR 5419, que estabelece as condições para a proteção contra descargas atmosféricas dentro de sua área de cobertura. “É preciso que a solução seja, desde o desenvolvimento do projeto até a sua instalação, feita por uma empresa especializada no setor e o projeto seja muito bem elaborado e conte com profissionais que usem apenas equipamentos de ponta”, alerta Rodrigo.

Pontos positivos

 

Entre as vantagens deste sistema estão a facilidade no transporte e no manejo, já que se trata de um material mais leve. Por outro lado, por ser mais flexível, também exige cuidados na fixação e montagem. “Como em qualquer obra, a execução do serviço deve ser realizada por uma equipe habilitada para evitar problemas e riscos que comprometam o usuário e o ambiente como um todo”, alerta Rodrigo.

A cobertura de estrutura metálica criou uma área fechada com mesa de bilhar neste apartamento tríplex em São Paulo. Projeto do arquiteto Fabio Mingoti  — Foto: Denilson Machado / Divulgação
A cobertura de estrutura metálica criou uma área fechada com mesa de bilhar neste apartamento tríplex em São Paulo. Projeto do arquiteto Fabio Mingoti — Foto: Denilson Machado / Divulgação

A estrutura metálica pode ser uma peça feita sob medida com um design específico e personalizado conforme cada ambiente. “Você pode usar essa mesma estrutura como decoração, ou seja, ela ser o partido arquitetônico, ficando aparente. Ou você pode esconder com drywall e deixar mais clean“, sugere Andréia.

Segundo a arquiteta, o sistema é bastante seguro e pode acomodar forro de gesso, iluminação, fechamento de palha e até mesmo um balanço, desde que feito de forma adequada. “Lembrando que sempre é necessário fazer um cálculo estrutural e pensar estrategicamente como pendurar e ficará essa instalação”, aponta.

Outro ponto positivo é a possibilidade de alterações futuras sem quebra-quebra e a longevidade do material, que possui grande resistência à corrosão.

“A estrutura metálica é extremamente flexível, permitindo alteração de layout e pequenas reformas sem dores de cabeça, pois a instalação e operação desses materiais é muito prática. É importante ressaltar que, como em qualquer obra, um responsável técnico deve ser chamado para uma avaliação das mudanças, evitando riscos de acidentes”, diz Rodrigo.

Neste projeto da arquiteta Gabriella Machado, em Salvador, a escada de acesso ao solarium, que recebeu uma cobertura feita de estrutura metálica — Foto: Tarso Figueira / Divulgação
Neste projeto da arquiteta Gabriella Machado, em Salvador, a escada de acesso ao solarium, que recebeu uma cobertura feita de estrutura metálica — Foto: Tarso Figueira / Divulgação

Especificações

 

A espessura das barras varia conforme o tamanho da área fechada ou coberta e as condições climáticas da região. “Recomenda-se uma espessura mínima de 4 mm para projetos pequenos e médios e 8 mm ou mais para os grandes ou expostos a ventos fortes”, explica Rodrigo.

Segundo ele, existem dois tipos principais de vidros usados nas estruturas metálicas. O laminado é um vidro de segurança, composto por duas ou mais placas de vidro comum, unidas por uma ou mais camadas de resina. Quando quebrado, os estilhaços ficam presos nesta parte intermediária.

Já o aramado é um tipo de vidro que possui uma malha de arame embutida em sua estrutura, proporcionando maior resistência e segurança. “O vidro aramado é produzido através de um processo de laminação, onde uma camada de arame é inserida entre duas camadas de vidro, formando uma única peça”, conta Rodrigo.

A cobertura metálica ganhou uma base decorativa de madeira para combinar com o projeto desta casa, feito pelo escritório Ambienta Arquitetura — Foto: Renato Navarro / Divulgação
A cobertura metálica ganhou uma base decorativa de madeira para combinar com o projeto desta casa, feito pelo escritório Ambienta Arquitetura — Foto: Renato Navarro / Divulgação

Conforme o especialista, a limpeza correta é um dos fatores que mais contribuem para uma maior durabilidade da estrutura. Produtos abrasivos, como cloro, sapólio, alvejantes ou o lado áspero da esponja, devem ser evitados.

“Até mesmo o acúmulo de partículas de poeira pode prejudicar o funcionamento do equipamento. A indicação é uma limpeza rápida e semanal, usando aspirador de pó, flanelas secas e limpa-vidros. Uma vez por mês é recomendada uma higienização mais profunda com água e detergente neutro”, orienta.

Fonte: Revista casa e jardim

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